Câncer de Tireóide

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O câncer de tiróide é o câncer endocrinológico mais comum. Pode-se afirmar que a maioria dos casos são de bom prognóstico e curáveis com a cirurgia de retirada da tiróide e raramente deixa seqüelas.

Sinais e Sintomas

Um “caroço” na tiróide que pode ser encontrado pelo médico ao examinar o pescoço, ou você pode notar ao deglutir olhando ao espelho. Raramente causa dor. Se o câncer for grande o suficiente pode ocorrer dificuldade para deglutir e dificuldade para respirar. Mais raramente pode ocorrer rouquidão quando a doença acomete o nervo responsável pelas cordas vocais.

Causas

Na maioria dos casos, não se sabe especificamente porque o paciente desenvolveu o câncer de tiróide. Existe uma maior propensão em pacientes com história familiar de câncer tiroidiano, que tiveram a glândula exposta a radiação, ou com mais que 40 anos de idade.

A exposição a radiação pode levar ao desenvolvimento do câncer de tiróide principalmente nos que foram expostos na infância. Situações assim eram mais comuns muitos anos atrás (anos 40 e 50) quando se fazia tratamentos de amigdalites, adenóides e acne com radioterapia. A exposição aos Rx comuns (dentes, pulmão, mamografia) não causa cancer de tiróide.

O acidente da usina nuclear de Chernobyl ocorrido em 1986 liberou grandes quantidades de iodo radioativo e as crianças expostas foram as mais afetadas evoluindo com o desenvolvimento de câncer poucos anos após o desastre.

Tipos

Existem 4 tipos de câncer de tiróide que diferem entre eles quanto à evolução e ao grau de agressividade:

• O carcinoma papilífero corresponde a 75% dos cânceres tiroidianos. Pode ocorrer em qualquer idade e é o de melhor prognóstico pois sua evolução é lenta e a mestástase inicialmente é nos gânglios do pescoço próximos a glândula.

• O carcinoma folicular corresponde a 10 a 15% dos cânceres tiroidianos ocorre em pessoas um pouco mais velhas que o papilífero. A metástase ocorre no pescoço, mas também pode acometer vasos sanguineos e pela circulação espalhar para locais mais distantes como pulmões e ossos.

• O carcinoma medular de tiróide corresponde a 10% dos cânceres de tiróide. É mais agressivo que o folicular. Freqüentemente pode comprometer vários membros de uma família e está associado a outras doenças endocrinológicas. Pode ser diagnosticado precocemente através de testes genéticos em membros da família do paciente afetado, seguida da cirurgia curativa antes da manifestação da doença.

• O carcinoma anaplásico é mais raro (5% dos cânceres de tiroide) e de pior prognóstico. Atinge pacientes mais idosos e dificilmente responde ao tratamento.

Tratamento

Cirurgia: O primeiro procedimento para tratar o câncer de tiróide é a cirurgia de retirada de toda a glândula (tiroidectomia total). Se o câncer for muito pequeno, tipo papilífero, somente a cirurgia é curativa.

Iodo radioativo: O iodo radioativo é um tratamento adjuvante que complementa a cirurgia. É indicado para destruir restos de tiróide que a cirurgia não conseguiu retirar e para evitar recorrência da doença.

Hormônio tiroidiano: o paciente deve tomar comprimidos de hormônio de tiróide o resto da vida, para repor o que o organismo deixou de produzir, ou para evitar a recidiva da doença. O especialista saberá a dose adequada para cada caso.

Acompanhamento após a cirurgia

O paciente deverá ser avaliado periodicamente porque o câncer pode voltar. Estas consultas incluem exame físico minucioso coma atenção especial para a área do pescoço, assim como ultra-som do pescoço e exames de sangue par averiguar o TSH e o T4 livre assim como a concentração de Tiroglobulina.

A tiroglobulina é um marcador de câncer de tiróide dosado no sangue. Espera-se que após as cirurgia e o iodo radioativo ela esteja sempre indetectável. Se durante o acompanhamento a tiroglobulina for detectada no sangue, pode ser que a doença recidivou através de uma metástase.

O seu médico pode querer um exame de imagem chamado Pesquisa de Corpo Inteiro para detectar a presença de células tiroidianas no corpo. Este exame deve se realizado com os níveis de TSH elevados no sangue para elevar o TSH o paciente deve ficar pelo menos 3 semanas sem o uso do hormônio tiroidiano, ou receber injeções de Thyrogen.

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Dra Claudia Yamazaki

Endocrinologista - CRM 81989
Especialista em Doenças da Tiroide

endocrino@claudiayamazaki.com.br

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