O DM2 corresponde a cerca de 90% dos casos de diabetes e se manifesta quando o organismo deixa de produzir insulina suficiente para normalizar a glicose no sangue e se torna resistente a ação dela, causando a hiperglicemia. É mais frequente em adultos e inicialmente pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose.

Diabetes Tipo 2

A mudança alimentar é um dos pilares para o tratamento do DM2. O aconselhamento sobre a dieta deve ser personalizado. Os pacientes devem ser encorajados a comer alimentos saudáveis, ricos em fibras (vegetais, frutas, produtos integrais e legumes), laticínios com baixo teor de gorduras e carnes magras e peixe fresco. Carboidratos com baixo índice glicêmico são recomendados.

Outro ponto importante, é adotar o hábito de fazer atividade física regularmente. Pelo menos, 150 minutos por semana de atividade moderada, incluindo exercícios aeróbicos, de resistência e de flexibilidade. Em indivíduos mais velhos ou com problemas de mobilidade, desde que tolerado em termos cardiovasculares, qualquer aumento nos níveis de atividade é vantajoso.

Quanto aos medicamentos para DM2 , temos disponíveis no mercado várias categorias de fármacos para tratar o diabetes, cada qual agindo em algum ponto diferente do metabolismo da glicose.

O objetivo principal no tratamento do diabetes é o controle dos níveis de glicose no sangue pra evitar as complicações crônicas do coração, dos vasos sanguíneos, dos rins, dos olhos e do sistema nervoso.

Medicamentos para tratar o DM2

Existem 5 classes de medicamentos para tratar o diabetes por via oral:

1 – Os secretagogos de insulina, estimulam o pâncreas a produzir insulina.
• Sulfonilureias: Clorpropramida, Glibenclamida, Glicazida, Glipizida e Glimepirida;
• Metiglinidas: Repaglinida e Nateglinida.

2- Os sensibilizadores de insulina, diminuem a resistências das células à insulina, aumentando o metabolismo da glicose.
• Biguanidas: Metformina;
• Tiazolidinedionas: Pioglitazona.

3 – Os moduladores da absorção de glicose, bloqueiam as enzimas que digerem os amidos provenientes dos alimentos.
• Inibidores da alfa-glicosidase: Acarbose.

4 – Os inibidores de DPP-4, melhoram a ação das incretinas, hormônios que agem de modo fisiológico para manter os níveis glicêmicos controlados.
• Vildagliptina, Sitagliptina, Saxagliptina e Linagliptina.

5- Os Incretinomiméticos: os agonistas receptor GLP-1 ligam a receptores GLP-1 no pâncreas e assim estimulam a secreção de insulina, dificulta a secreção do glucagon (hormônio que eleva a glicemia) e retarda o esvaziamento gástrico.
• Exenatida e Liraglutida.

Tipos de Insulina

Quase toda insulina comercializada atualmente é conhecida como insulina humana. Desenvolvida por cientistas em laboratório, a partir da tecnologia de DNA recombinante, ela se assemelha muito com o hormônio produzido pelo pâncreas.

Hoje em dia, a insulina exógena também é encontrada com variados tipos de ação, de acordo com seu tempo de atuação no organismo.

A insulina usada por portadores de diabetes não pode ser tomada em pílulas ou cápsulas, pois os sucos digestivos presentes no estômago interferem em sua eficácia. Com o avanço das pesquisas na área, essa realidade talvez seja viável no futuro, mas, no momento, a única maneira de consumir insulina é injetando-a diretamente no tecido subcutâneo.

Embora haja outros métodos disponíveis, a maioria dos pacientes injeta a insulina com seringas ou canetas de insulina, instrumentos especialmente voltados ao tratamento.

Unidades de insulina

A insulina identificada com U-100 significa que existem 100 unidades de insulina por mililitro de líquido no frasco.

Independentemente da insulina usada e do método de aplicação adotado, o paciente deve sempre respeitar o número de unidades prescrito pelo médico. O auxílio de um farmacêutico ou do próprio especialista que acompanha o paciente é fundamental para determinar a dosagem apropriada.

Insulina basal e bolus

O pâncreas fabrica dois tipos de insulina:

• Gotas contínuas, conhecidas como insulina basal, que permanecem em níveis baixos no sangue o tempo todo.

• Grandes quantidades de insulina, chamadas de bolus, que são liberadas quando há aumento de açúcar no sangue, geralmente após as refeições.

As insulinas de ação rápida encontradas nas farmácias proporcionam ação semelhante à bolus, necessária após as refeições. Já as injeções de insulina de ação intermediária e lenta imitam o fornecimento basal natural do corpo.

Enquanto os portadores de diabetes tipo 1 precisam de um programa terapêutico que libere tanto a insulina basal quanto a bolus, o tratamento voltado ao diabetes tipo 2 é variável:

• Alguns diabéticos tipo 2 só precisam de injeções de insulina basal, já que o pâncreas ainda fornece insulina necessária para as refeições. Nestes casos, uma aplicação diária, antes de dormir, costuma ser suficiente.

• Alguns diabéticos tipo 2 necessitam de insulina basal e bolus, com objetivo de controlar a glicemia em diferentes momentos do dia.

• Alguns diabéticos tipo 2 não precisam de injeções de insulina. Hipoglicemiantes orais aliados à alimentação saudável e prática regular de exercício físico conseguem chegar a um bom controle glicêmico.

Categorias e Desempenhos das Insulinas

As tabelas abaixo descrevem as características dos diferentes tipos de insulina existentes. Algumas definições rápidas para melhor compreensão são:

Início da ação: velocidade com que a insulina começa a trabalhar após a injeção.
Pico: é a hora em que a insulina atinge o ponto máximo em termos de redução de glicemia.
Duração: o tempo em que a insulina age no organismo.

*As informações contidas nos quadros a seguir referem-se somente à insulina humana U-100.

Insulina de ação ultra-rápida

Claudia Yamazaki - Insulina de acao ultra-rapida

Insulina de ação rápida

Claudia Yamazaki - Insulina de acao rapida

Insulina de ação intermerdiária

Claudia Yamazaki - Insulina de acao intermediaria

Insulina de ação lenta

Claudia Yamazaki - Insulina de acao lenta

O programa de tratamento personalizado pode incluir mais de um tipo de insulina, usados em diferentes momentos do dia, na mesma hora, ou até na mesma injeção.

Atualmente, o mercado farmacêutico disponibiliza algumas opções pré-misturadas do hormônio:

Insulina pré-misturada

Claudia Yamazaki - Insulina pre-misturada

Se a mistura de insulina que o tratamento exige não estiver disponível como uma pré-mistura, o diabético precisará fazer a própria combinação, ajustando as doses de todas as insulinas.

(fonte: www.bd.com)